ARMAZENAMENTO DA SAFRINHA

Armazenamento da Safrinha com IpesaSilo

A safrinha chegou! E agora. Onde armazenar?

Após passar por uma safra de milho prejudicada pelas condições climáticas e uma crise de abastecimento do cereal, o volume produzido na safra 2016/2017 deve ser recorde para o Brasil. Na safra de verão, a expectativa é que a produção alcance 30,3 milhões de toneladas de milho, 6,8% superior à safra passada. Já para a safrinha, a consultoria prevê 64,6 milhões de toneladas, que se justifica por um possível aumento de 10% na área plantada. Caso os resultados se confirmem, a colheita da safrinha deve crescer 40,9% nesta safra.

Com essa expectativa, avaliamos um problema recorrente na safra brasileira – o déficit na capacidade local de armazenamento de grãos. Nem sempre os armazéns convencionais conseguem absorver a demanda local e novas tecnologias chamam a atenção por sua facilidade e versatilidade. Confira!

 

Qual o impacto na capacidade de armazenamento nas regiões da super safra?

O Brasil é um país muito complexo, e quando se fala de safra ou super safra isso é bastante relativo. A produção de milho cresceu muito mais na safrinha, e, por isso, os maiores problemas de estocagem se dão sempre neste período, pelo fato de que toda a capacidade de armazenamento ficar comprometida. Essa situação muda muito de estado para estado ou de região para região. E o que isso significa? Simplesmente que um planejamento de estocagem ou armazenamento é muito complexo. Montar estruturas fixas para atingir altas produções não resolvem todo o problema, mas acrescentam custos em uma infraestrutura deficiente.

Com estradas abarrotadas de caminhões, filas intermináveis em armazéns e portos, uma ótima notícia acaba se transformando em um pesadelo, criando o que se conhece como “as dores da alta produtividade”. A Ipesa do Brasil trabalha para que um boa safra seja motivos de grande alegria. Nossa tecnologia oferece a possibilidade de um ganho maior para o produtor e para todos os envolvidos na cadeia de serviços e comercialização de grãos.

Diversas fontes afirmam que a perda na qualidade de mercadoria colhida no setor gera perdas muito altas, chegando a 200 milhões de reais sem considerar a  perda na quantidade e volume de grãos. O sistema ipesasilo entra neste cenário para manter a qualidade do grão armazenado e otimizar os investimentos de armazenamento.

Quais as alternativas que o produtor tem para solucionar esse problema?

Acreditamos que o produtor deva sempre valorizar e investir em soluções para otimizar seus resultados. Com as super safras, muitas vezes ele acaba pagando valores abusivos no frete e para ingressar nos armazéns.

O produtor deve ser o primeiro a armazenar o grão na fazenda para não entrar nos altos custos de uma infraestrutura deficitária. Se mantiver o grão por pelo menos dois meses no local onde é produzido, já conseguirá várias vantagens diretas como menores custos de frete e maiores preços para o grão no momento da venda.

O que o sistema IpesaSilo pode oferecer ao produtor em relação a lucratividade?

O sistema de armazenagem em silobolsas IpesaSilo dá ao produtor a melhor ferramenta para reter o grão na origem. O sistema IpesaSilo se adapta muito bem nesse contexto, pois é absolutamente flexível. Permite o armazenamento tanto de pequenos como grandes volumes. Nos anos em que a produção é baixa por quebra climática ou sanitária ou porque se plantou pouco, evita que estruturas caras fiquem sem uso e com altos custos de manutenção. Em outros momentos o sistema Ipesasilo permite reter o grão na origem, no momento da safra com um investimento de R$ 0,8 e com um custo operacional de R$0,5 por saca de milho.

Cada produtor deve comparar esse valor com seus reais custos para entregar seu grão ou vendê-lo. Comparar esse valor pelo custo de frete, a taxa que devem pagar ou a porcentagem de grão que devem entregar para conseguir uma “vaga” nos armazéns (armazéns gerais, trading ou cooperativas), além das expectativas de queda no preço do milho quando a safrinha estiver em seu ponto mais alto, fazem o diferencial de custo atingir entre 20 % e 30% do volume armazenado.

Esse aumento na lucratividade com o sistema de armazenamento em silobolsas é tão grande que não pode mais ser mais ignorado. Se você que está lendo esta reportagem e acha um exagero, é só fazer uma conta simples. Vamos considerar que o valor da saca de milho é de R$15,00 e conseguimos poupar R$1,50 de frete e outro R$1,50 da taxa de ingresso no armazém, só isso já dá R$3,00 –  o que corresponde a 20% do valor da saca.

Agora, se agregamos isso a toda a produção matogrossense de milho na safrinha, que está estimada em 16,8 milhões de toneladas, os 20% são 3,36 milhões de toneladas o que daria uma economia de R$ 840 milhões de reais (considerando 16,67 sacas por tonelada a R$ 15,00 a saca). Como vemos, reter o grão nas fazendas faz uma diferença muito grande.

Quais as alternativas que o governo tem para investir na infraestrutura de armazenamento?

O governo nestes momentos é cobrado pelo déficit de infraestrutura, mas sabemos que a curto prazo quase nada pode ser feito, fora facilitar ferramentas de financiamento, uma vez que não é possível mudar a realidade de hoje para amanhã. Uma tarefa, que tanto o governo como o Ministério de Agricultura faz para aliviar a situação é flexibilizar o uso de ferramentas alternativas como o silobolsa. A CONAB mantém o sistema de armazenamento alternativo com barreiras por considerá-lo um sistema de armazenamento convencional, sem advertir que o sistema de silobolsa não requer termometria e aeração (resolução 33 do Ministério de Agricultura) por ser a hermeticidade seu fundamento de armazenagem. Com isso, a CONAB poderia autorizar o uso do silobolsa como ampliação da capacidade de armazenamento, mantendo a condição de “fiel depositário” por parte do produtor ou armazém geral.

Quais as vantagens do sistema silobolsa frente ao silos convencionais?

Fora as vantagens conhecidas do sistema silobolsa, podemos considerar a segregação de  produtos na  origem, baixos custos perante os armazéns convencionais, flexibilidade para uma capacidade variável, além da possibilidade de poder decidir em um curto ou curtíssimo prazo a sua utilização

Qual a garantia de qualidade do sistema??

O sistema é um tubo de polietileno, e no caso de ser um IpesaSilo, possui a garantia de manter a qualidade e as propriedades dos grãos por um mínimo de 24 meses.

Quanto tempo  de armazenamento que o sistema permite? Quais as vantagens diretas para o produtor?

Fora a garantia de 24 meses que a IpesaSilo dá para o usuário (temos antecedentes de grãos e silagem estocados por quase 3 anos), a ideia é manter o grão dentro do silo o tempo que seja necessário para sair do sufoco da safra, planejar sua comercialização e obter um lucro maior. Normalmente o grão fica armazenado por períodos de 3 a 6 meses.