Armazenamento de Silagem

Silobolsa – Armazenamento de Silagem

Com a intensificação da pecuária no Brasil nos últimos anos, percebemos dois cenários importantes:

1. Pecuária de corte

Motivado pela cotação da carne no mercado internacional e aumento na procura por carne de qualidade no mercado interno como no externo;

2. Pecuária de leite

Motivado pelas mudanças sofridas no manejo para melhorar a qualidade e produtividade.

Essa intensificação na produção se volta principalmente para uma melhoria na alimentação dos animais, para que se atinja o peso para o abate ou para o primeiro parto antecipado (no caso de gado de leite).

Para se atingir tais objetivos, a alimentação na seca (inverno) deve se manter em níveis mais próximos aos níveis conseguidos no verão para o ganho de peso. Para tal tarefa, é imprescindível se obter quantidade e manter a qualidade dos alimentos que serão reservados e oferecidos à criação em épocas de falta natural de pastos.

Quando se fala de qualidade de alimentação, a silagem é uma técnica reconhecida mundialmente. Isso porque uma silagem bem feita será a base para a reserva de forragens verdes entre uma estação e outra. Além disso, é o melhor recurso para a produção de alimento durante uma época em que o clima esteja mais favorável para se obter o estoque para necessidades futuras.

Como nenhuma forma de conservação de forragem possibilita uma melhoria em sua qualidade original, é necessário produzir um alimento com grande qualidade para que se possa vislumbrar sucesso a partir de um alimento reservado. Milho, sorgo, capineiras bem adubadas, cana e mileto podem oferecer forragens de qualidade para ser armazenado num silo e atender a demanda futura de alimentação.

Como a silagem é uma técnica que preserva o alimento através de um processo de fermentação anaeróbica, é muito importante que se facilite sua compactação e consequentemente as condições para as anaerobioses. Por isso, durante a colheita é necessário que seja utilizado um processo de picagem menor aos 3 cm. O estágio de anaerobiose é obtido não só pela compactação da forragem picada, mas também pelo cuidado com a cobertura com lonas de alta qualidade que se transformarão numa barreira contra a troca de ar entre o material armazenado e o exterior.

Frente aos tradicionais silos de superfície e de trincheira, a tecnologia de armazenamento em silo bolsa, vem despertando grande interesse entre os pecuaristas locais. Nascida na Alemanha na década 70, desenvolveu-se massivamente nos USA e Canadá, chegando em 1994 na América do Sul. Embora a tecnologia tenha um grande sucesso entre os produtores de leite da Argentina e do Uruguai, é pouco adotada no Brasil devido à deficiência local de máquinas adequadas e de plásticos de baixa qualidade. Além disso, existe um preconceito generalizado de que é uma tecnologia cara quando comparada aos sistemas tradicionais de armazenamento.

Vantagens no Armazenamento de silagem com o sistema IpesaSilo:

Mantém a qualidade do produto armazenado;

Minimiza o uso de mão de obra;

Não necessita de tratores pesados devido a máquina utilizada no sistema funcionar somente com 65/70 HP,

Consome muito menos combustível por tonelada tratada;

Devido ao fato de dispensar a necessidade de “pisar” para compactar, existe menores perdas;

Com a diminuição das forragens estragadas, existe uma menor emissão de gases poluentes;

Melhor consumo animal devido a palatabilidade superior devido a falta de mofos e leveduras;

Devido à praticidade do sistema, possibilita ao produtor mudar o local de estocagem de acordo a necessidade e até preparar silos em distintos talhões em função da localização do gado, categorias ou outras variáveis de qualificação (idade, produtividade, estagio fisiológico, requerimentos nutricionais, etc.).

Análises econômicas no armazenamento da silagem

Vamos tentar demostrar como o sistema acaba sendo significativamente mais econômico do que o silo superfície:

Nos sistemas tradicionais normalmente utilizados pelos pecuaristas, são produzidas perdas severas de volume e de qualidade. Além disso, existe uma contaminação por fungos, que pode produzir intoxicações e perdas de peso subclínicas que geram menor rentabilidade.

Embora os cálculos de custos sejam bastante complexos, devido às muitas variáveis, o comparativo nunca deve ser limitado ao custo do maquinário envolvido ou pelo custo comparativo entre lonas para cobrir o silo e o Silobolsa.  É de extrema importância envolver o custo da cultura devido às perdas do produto armazenado e, essa variante, afetará o custo total.

Considerando que para produzir uma tonelada de milho em pé temos um custo aproximado de R$50, sua colheita custará R$10.50 por tonelada. Consideramos para a operação de transporte = R$4.5, compactação = R$4.5 e cobertura= R$0.95.

A diferença com o produto embutido se dá na embutidora que coloca e compacta o produto dentro do silobolsa numa mesma operação e o custo do silobolsa. Para o custo operacional da máquina temos 9,20 R$/tn, para o silobolsa R$9,30, chegando ao total de R$18.50.

Se temos um custo para um silo convencional é de R$70.45/tn, é preciso considerar que as perdas estimadas por especialistas é de  no mínimo 30%. Com isso, o custo do silo entregue aos animais ficará em R$91.58/tn (R$70.45+R$21.13).

Como no silobolsa não existe perdas devido ao isolamento total do produto armazenado, o custo dessa silagem entregue aos animais é de R$83.50. Fica claro que a diferença de custo por tonelada de silagem entregue ao gado compensa amplamente a utilização do sistema silobolsa.

O fato de ter a máquina para fazer a silagem oferece ainda vantagens adicionais: possibilitar o armazenamento do volumoso e a chance de armazenar subprodutos ou grãos (secos ou úmidos) para complementar a alimentação do gado.

Para aqueles grandes produtores que produzem anualmente volumes superiores a 4000 e 5000 toneladas, a quantidade de silos será grande demais. Devido a esse fato, terão de recorrer a silos com maior capacidade que deverão ser feitos por prestadores de serviço.

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