História do silo bolsa

Héctor Huergo entrevistou Zacarías Klas, o grande desenvolvedor do silo bag.

Acesse a matéria original do Clarín

” El hijo del Rey del Mijo”

Zacarías Klas foi o grande desenvolvedor do silo-bolsa, uma das principais soluções para o armazenamento de grãos e para a logística em tempos de colheita.

A expansão da produção agrícola nas últimas três décadas teria sido impossível se não houvesse surgido os novos sucedâneos dos galpões logísticos: o silo-bolsa. Em plena era da inteligência artificial, surpreende que uma tecnologia de 40 anos, baseada em produtos derivados do petróleo, continue tão presente.

Frequentemente, em tempos de colheita, encontramos filas de grãos na estrada. Dentro de poucas horas, as filas dos caminhões que deveriam descarregar nos moinhos estavam cheias, e a impossibilidade de liberar os equipamentos transformava as rotas de Rosario, Necochea ou Bahía Blanca em enormes estacionamentos. Entretanto, a colheita seguia acelerada e não havia para onde enviar os grãos.

Assim nasceu a ideia-mãe do silo-bolsa. Um sistema de armazenagem econômico e provisório. Hoje existem várias propostas no mercado, mas a original continua sendo aquela da Ipesa, empresa de Zacarías Klas, cujo desaparecimento físico comoveu todos no setor.

Tive várias conversas com Zaca, e uma vez com sua filha Ana, que mais tarde o sucedeu na condução da empresa. No livro que escrevi em 2014 – A Revolução dos Grãos – dediquei páginas inteiras à sua história. Hoje transcrevo alguns trechos.

“Não sou um inventor. Sou um desenvolvedor de coisas”,

dizia ele. De origem humilde e de família judia, o pai de Zaca, Israel Klas, chegou fugido para a Argentina e se estabeleceu em uma colônia em Bernasconi, na província de La Pampa. Sempre gostou de vacas e ajudou em sua criação. Mais tarde, trabalhou em tarefas manuais e nos campos, onde havia escassez de produtos. Então, desenvolveu um óleo que resolvia problemas sanitários, como a sarna do gado. E com ele fez sua primeira grande poupança.

Depois foi para Bahía Blanca, onde trabalhou nas construções dos elevadores portuários que permitiam armazenar grãos e carregá-los em navios. Mais tarde, mudou-se para a província de Buenos Aires e teve três filhos: José, a mais velha, Ana, e Zaca, o caçula.

Ainda jovem, Zaca começou a viajar ao exterior para comprar máquinas. Em 1978 conseguiu importar uma linha de produção de polietileno, que instalou em sua oficina ao fundo de casa. Seu filho aprendia vendo o pai montar as máquinas.

“Essa foi minha escola”, dizia ele. “Eu não tinha a formação acadêmica tradicional, mas cresci dentro de uma oficina.”

Quando a Argentina começou a adotar culturas extensivas, era preciso resolver o problema de armazenagem. Os galpões tradicionais eram caros e insuficientes. Foi então que Zaca viu uma máquina de ensilagem que lhe deu a inspiração: criar uma bolsa comprida e resistente, capaz de armazenar grãos temporariamente.

Essa solução foi a semente do silo-bolsa, que revolucionaria a logística agrícola.

História real

Zacarías Klas conta:

“Observei a máquina, que era usada para silagem úmida. Pensei: por que não usá-la para grãos secos? Aí começou tudo.”

O desafio era criar uma bolsa com as camadas corretas de polietileno para garantir resistência, vedação e durabilidade. Assim começou a fase de desenvolvimento: anos de testes, ajustes e protótipos.

O primeiro embarque de milho em silo-bolsa foi feito no porto uruguaio de Nueva Palmira, destino de navios das traders internacionais que começaram a comprar grãos armazenados dessa forma.

Hoje se calcula que somente na Argentina sejam embaladas mais de 100 milhões de toneladas de grãos por ano em silo-bolsa – muito mais do que a capacidade somada de silos metálicos e galpões.

Vantagem da liberdade

O impacto foi especialmente forte para o produtor rural. O silo-bolsa permitiu:

  • armazenar os grãos na própria fazenda,

  • evitar filas e esperas,

  • negociar o momento da venda,

  • proteger o grão sem necessidade de grandes investimentos fixos.

A logística de colheita nunca mais foi a mesma.

A criatividade contínua

Herdando a criatividade – e especialmente a capacidade de transformar ideias em realidade – Zaca montou uma estrutura própria, que mais tarde se transformaria na marca Ipesa Río Chico, hoje o maior extrusor de polietileno da Argentina.

A empresa possui uma enorme gama de produtos, desde o tradicional peine de Mastellone (para ordenha) até exclusividades como o silo-bolsa de 41 pés de diâmetro. Exporta para mais de 50 países. Atualmente, seus filhos Ana, José e Natan seguem conduzindo o negócio, que já inclui uma planta de produção em Río Grande (Terra do Fogo) e um centro logístico em Pilar.

O legado

Um legado que transformou a agricultura e a logística global. Um desenvolvimento que deu ao produtor – especialmente ao argentino – uma ferramenta de independência e eficiência.

Zaca fez isso. E foi um sucesso.

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